Special Presents * Presentes especiais

Some presents will always stay in our minds and memories of them will never vanish.

The importance of these presents has nothing to do with money, power or recognition especially due to the fact that the majority of them are linked to our childhood… (continues…)

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Há presentes que nos marcam para sempre e cujas memórias não se apagam mais.

A sua importância nada tem a ver com dinheiro, poder ou reconhecimento, especialmente, porque muitos destes presentes
especiais estão ligados à nossa infância… (continua…)

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Special Presents

Some presents will always stay in our minds and memories of them will never vanish.

The importance of these presents has nothing to do with money, power or recognition especially due to the fact that the majority of them are linked to our childhood.

I still have fresh in my mind the day when I got my first wellies – rain boots. They were blue and magical. I wanted to wear them all the time, even at home, and to me they were filled with magic because they gave me the power to walk through puddles without getting wet.

The memory of my first umbrella is closely related to a dear old aunt, no longer with us, who had the ability to always knowing what we needed or wanted most. The umbrella was quite simple, blue and white with little funny penguins that loved the rain.

My beloved grandfather Augusto, whom I believe is still my guardian angel, used to draw the outline of my feet on a white piece of paper that would magically be transformed into a pair of shoes or boots he would give me as a present. When he arrived home from work he would bring beautiful and sparkling pieces of fruit that we had an urge to bite or metal bottle caps of my favourite soda, which at the time had colourful faces printed on them and that I used to collect and later on, to play races with my brother.

Another thing that even though wasn’t a present, we at the time felt as if it was was a postcard or a letter sent by post. We felt that that person had thought about us when she/he was at ‘that’ particular place or, that she/he had poured their innermost feelings on paper, making us their accomplices and bearers of their trust.

Nowadays, almost no one writes letters and posts them, and even the majority of emails received are marketing related, newsletters or a series of jokes…

I challenge you today to write a postcard, a letter or an email to someone you really care about and tell her/him how you feel about them, even if it is by only drawing a heart on it.

Smile to the world and be happy,

Sara Neves

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Presentes especiais

Há presentes que nos marcam para sempre e cujas memórias não se apagam mais.

A sua importância nada tem a ver com dinheiro, poder ou reconhecimento, especialmente, porque muitos destes presentes especiais estão ligados à nossa infância.

Lembro-me como se fosse hoje, do dia em que recebi as minhas primeiras galochas. Eram azuis e mágicas. Não as queria tirar nem em casa e para mim, elas estavam impregnadas de poderes mágicos, porque me permitiam andar pelas poças, sem me molhar nem um bocadinho.

A memória do meu primeiro chapéu-de-chuva está ligada a uma querida tia-avó, que já não está entre nós, que tinha o dom de saber sempre aquilo que mais queríamos ou precisávamos. O chapéu era simples, azul e branco, com uns pinguins divertidos que adoravam a chuva.

O meu querido avô Augusto, que ainda hoje acredito que seja o meu anjo da guarda, desenhava o contorno dos meus pés numa folha branca que depois se transformava como que por magia, em sapatos ou botas que ele me trazia de presente.

Quase sempre, quando chegava do trabalho, trazia fruta linda e reluzente que apetecia trincar, ou então, caricas de Sumol com desenhos que eu colecionava e usava, mais velha, para brincar com o meu irmão às corridas de caricas.

Outra coisa, que embora não fosse presente parecia que era quando o recebíamos, era um postal ou uma carta que nos chegavam por correio. Sentíamos que aquela pessoa se tinha lembrado de nós quando estava ‘naquele’ sítio fantástico ou que, tinha soltado os seus sentimentos mais profundos no papel, tornando-nos seus cúmplices e detentores da sua confiança.

Nos dias de hoje, isto é cada vez mais raro. Já quase ninguém escreve cartas a ninguém e mesmo os emails, na sua maioria, são publicidade, newsletters ou piadas em série…

Lanço-vos hoje aqui um desafio: escrevam um postal, uma carta ou mesmo um email a alguém de quem gostem muito, dizendo o que sentem, nem que seja só o desenho de um coração

Sorriam para o mundo e sejam felizes,

Sara Neves

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2 Comments Add yours

  1. Ana Nicole Tomás says:

    Li, encantada, mais um fantástico “post” teu, ele próprio um presente, não só pela beleza que encerra, mas também pelas memórias que evoca.
    Também tenho recordações de presentes especiais, como o primeiro relógio, aquando do ingresso na escola primária; ou o de pijamas de flanela quentinhos, que nos deixavam mais quentinhos nos dias frios de Inverno. Recordo também com carinho o presente do meu primeiro aniversário vivido em Portugal. Foi em Fevereiro de 1977, ano em que, recém chegada de África, completei quatro anos. Recebi uma Pipi das Meias Altas, em pano e o livro “Petzi e a Baleia” e adorei!!!
    Também recordo essa sensação maravilhosa que era abrir a caixa do correio e encontrar cartas ou postais de amigos. No Natal, inclusive, a minha família tinha o hábito (bem inglês) de pendurar os vários postais de Natal numa fita ou cordel, presos na parede. Era uma enorme alegria ver o seu número crescer de dia para dia!
    Obrigada por estas doces recordações, que assim me fizeram vir até aqui e…escrever, à boa maneira desses tempos idos! Bem hajas! 🙂

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    1. Obrigada, do fundo do coração…. 🙂

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